Dezembro Flamenco

Em 2022 a bailarina e coreógrafa Ana Medeiros completa 25 anos de flamenco, e para comemorar, iniciamos as celebrações com a mostra Dezembro Flamenco, que reunirá três espetáculos que foram produzidos pela Cia de Arte La Negra Ana Medeiros: Som da Madeira, Mujeres de Água e Amanecer. As três produções estarão disponíveis gratuitamente pela Cubo Play até 05 de janeiro. Prepare os tacones e inicie o baile!

Atrações:

Amanecer

Amanecer carrega esperança depois de um período de escuridão. A luz no fim do túnel, a primeira estrela da manhã. A certeza de que existe um novo dia, e que a escuridão, assim como a luz são necessárias e fazem parte da vida e do amadurecimento de cada um de nós.

Luz e sombra, janelas que se abrem, peso e leveza. O flamenco carrega em si o DNA de uma arte feita por excluídos, uma arte de rua em sua essência e que grita as mazelas e alegrias da vida.

Arquitetura e cidade está presente no fazer artístico da diretora e coreógrafa Ana Medeiros, La Negra. Formada em Arquitetura e Urbanismo, tem em seu agir artístico a conexão entre cidade, história, educação e memória.

Essa videodança visa aliar o olhar arquitetônico e histórico dos espaços culturais da Casa de Cultura Mário Quintana, proporcionando um percurso poético e de movimento nos seus corredores e salas, e claro, suas janelas que se abriram na esperança da luz de um novo dia, um novo tempo.

Mujeres de Água

“Agora é um instante. Já é outro agora. E outro. Movo-me dentro de meus instintos fundos que se cumprem às cegas. Sinto então que estou nas proximidades de fontes, lagoas e cachoeiras, todas de águas abundantes. E eu livre.”

Clarice Lispector, Água Viva.

A Cia de arte La Negra Ana Medeiros apresenta o espetáculo Mujeres de Água. A água simboliza a origem da vida, a fecundidade, a fertilidade, a transformação, a purificação, a força e a limpeza. Elemento primordial, ela é considerada o ponto de partida para o surgimento da vida e é a força motriz de inspiração para este espetáculo.

Mulheres que amadureceram por meio do Flamenco apresentam suas vivências e perspectivas de mundo, no ir e vir das ondas do mar. Projeto inovador que tem o Flamenco como linguagem comum em hibridismo com outras artes, como o Teatro e a Música, embaladas pela trilha sonora inédita que transita entre o canto Yorubá, o cancioneiro nordestino, o folclore latino americano e o Flamenco. Executada pelo guitarrista Flamenco Jef de Lima e cantaora Isadora Arruda. 

Som da Madeira

Espetáculo de dança embalado pelas composições do violonista Thiago Colombo, com coreografia de Ana Medeiros «La Negra» e direção cênica de Silvia Canarim.

Quatro bailarinas com formações em dança flamenca traduzem através da sonoridade do violão, dos corpos e das possibilidades que os elementos feitos de madeira como a castanhola, leque, baston, cajon e os saltos dos sapatos proporcionam.

Música feita no sul com sotaque internacional. Dança com mescla de estilos entre o Flamenco e o folclore “sureño”.

«Que suene la madera»