Marcelo Corsetti

Um guitarrista que une as distorções ao jazz e à música gaúcha. Um estilo próprio de tocar e compor registrado em mais de uma dezena de trabalhos instrumentais. Marcelo Corsetti faz música sem rótulos, com a convicção de que a obra deve estar acima do culto aos músicos. Nascido em Santa Rosa, em 1968, fez carreira na capital gaúcha a partir do final da década de 80.

O reconhecimento da crítica veio logo em seguida, após o lançamento do primeiro álbum. 1992 rendeu o Troféu Açorianos, o mais importante da música gaúcha, na categoria Artista Revelação. Os discos seguintes, Marcelo Corsetti – 1994 e Três (1997), completam a trinca autoral da década de 90. Os álbuns reúnem faixas que manifestam a influência do ídolo Pat Metheny, além do talento de músicos como Kiko Freitas (bateria), Michel Dorfman e Vitor Peixoto (piano), Angelo Primon (violão) e Ricardo Baumgarten (contrabaixo).

A virada para os anos 2000 consolidou a busca por um estilo autêntico de tocar e compor. Em Xquinas (2002), Marcelo Corsetti vem acompanhado do baterista Luke Faro e do baixista Rodrigo Rheinheimer. O trabalho rendeu a Corsetti um novo Troféu Açorianos, como instrumentista, na categoria instrumental. E abriu caminho para os próximos álbuns: Deffaniffing pop & jazz & outras coisas (2004), Vomo (2007) e Xquinando na Travessa Azevedo, 79 (2009). Essas produções tiveram a participar de músicos como Matheus Kleber (piano e acordeom), Carlos D’elia (contrabaixo) e Rafael Lima (sax). Mas, acima de tudo, reforçaram a formação do trio Xquinas. Marcelo, Luke e Rodrigo passaram a contribuir juntos em outros trabalhos.

Ao lado do cantor e compositor Bebeto Alves, o trio se transformou na banda Blackbagual. A estreia foi em 2004, com o disco Blackbagualnegovéio, um cruzamento de fronteiras entre o rock e a milonga. A parceria seguiu com os álbuns Pirata (2009 – gravado ao vivo no Teatro de Arena), Milonga Orientao (2014), Canção Contaminada (2018) e Pela Última Vez (2020). O trio ainda acompanhou artistas como as cantoras Adriana Deffenti e Monica Tomasi. Nesses projetos, assim como nos álbuns de Bebeto Alves, Corsetti também atuou como produtor.

Outro trabalho de destaque é o disco Realidade Paralela (2009), considerado um dos melhores pela imprensa especializada naquele ano. O álbum é um cruzamento entre pop, rock, música brasileira e folclore, num encontro inédito: a cantora Vanessa Longoni e o multi-instrumentista Angelo Primon se juntaram a Marcelo Corsetti e Luke Faro. No ano seguinte, a parceria com Vanessa foi estendida a um projeto internacional. O disco infantil bilíngue Queremos un carril bici / Queremos uma ciclovia reuniu ainda a uruguaia Ana Prada e a espanhola Queyi. Em 2012, Ana Prada se juntou ao Xquinas para o espetáculo A Ustedes, que virou disco e DVD.

Nos últimos anos, a música instrumental reforçou relações com a nova geração de instrumentistas da capital. O álbum Tri-Óh (2018) reuniu Gustavo Laydner (bateria), Igor Conrad (guitarra), Jackson Spindler (piano) e Henrique Mello (contrabaixo). Este também compôs o time de Sobre filhos, cafés, pimentas e saladas (2019), junto com Guilherme Zanini (guitarra) e o parceiro de longa data Luke Faro.

A pluralidade de encontros e de funções é uma marca da carreira de Marcelo Corsetti. Além de guitarrista, compositor e produtor, desde 1994 ele está à frente do estúdio de gravação Tec Áudio. Desde 2017, o local é palco do Festival Ângela Flach, uma homenagem à produtora de mesmo nome. O projeto reúne os principais trabalhos contemporâneos de música instrumental em shows com entrada franca (o festival foi interrompido em 2020 devido à pandemia causada pelo coronavírus).

Data: 03/11 às 21h

Ingresso:
1º lote - R$20,00

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